Como converter MPG para km/L
A fórmula usa dois passos simples. Primeiro, transforma milhas em quilômetros. Depois, transforma galão americano em litros.
- 1 milha equivale a 1,609344 km
- 1 galão americano equivale a 3,785411784 litros
Juntando os dois valores, chegamos ao fator de conversão.
km/L = MPG × 0,4251
Um carro com consumo de 30 MPG rende quanto em km/L? 30 × 0,4251 = 12,75 km/L. Outro exemplo, um carro com 42 MPG: 42 × 0,4251 = 17,85 km/L.
Para converter no sentido contrário, de km/L para MPG, basta dividir pelo mesmo fator.
MPG = km/L ÷ 0,4251
Tabela de conversão MPG para km/L
Valores mais buscados primeiro, depois a tabela completa de 1 a 120 MPG.
20
25
30
35
40
| MPG | km/L |
|---|---|
| 20 | 8,50 |
| 25 | 10,63 |
| 30 | 12,75 |
| 35 | 14,88 |
| 40 | 17,00 |
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
| MPG | km/L | MPG | km/L | MPG | km/L |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 0,43 | 41 | 17,43 | 81 | 34,43 |
| 2 | 0,85 | 42 | 17,85 | 82 | 34,86 |
| 3 | 1,28 | 43 | 18,28 | 83 | 35,28 |
| 4 | 1,70 | 44 | 18,70 | 84 | 35,71 |
| 5 | 2,13 | 45 | 19,13 | 85 | 36,13 |
| 6 | 2,55 | 46 | 19,55 | 86 | 36,56 |
| 7 | 2,98 | 47 | 19,98 | 87 | 36,98 |
| 8 | 3,40 | 48 | 20,40 | 88 | 37,41 |
| 9 | 3,83 | 49 | 20,83 | 89 | 37,83 |
| 10 | 4,25 | 50 | 21,26 | 90 | 38,26 |
| 11 | 4,68 | 51 | 21,68 | 91 | 38,68 |
| 12 | 5,10 | 52 | 22,11 | 92 | 39,11 |
| 13 | 5,53 | 53 | 22,53 | 93 | 39,53 |
| 14 | 5,95 | 54 | 22,96 | 94 | 39,96 |
| 15 | 6,38 | 55 | 23,38 | 95 | 40,38 |
| 16 | 6,80 | 56 | 23,81 | 96 | 40,81 |
| 17 | 7,23 | 57 | 24,23 | 97 | 41,23 |
| 18 | 7,65 | 58 | 24,66 | 98 | 41,66 |
| 19 | 8,08 | 59 | 25,08 | 99 | 42,08 |
| 20 | 8,50 | 60 | 25,51 | 100 | 42,51 |
| 21 | 8,93 | 61 | 25,93 | 101 | 42,94 |
| 22 | 9,35 | 62 | 26,36 | 102 | 43,36 |
| 23 | 9,78 | 63 | 26,78 | 103 | 43,79 |
| 24 | 10,20 | 64 | 27,21 | 104 | 44,21 |
| 25 | 10,63 | 65 | 27,63 | 105 | 44,64 |
| 26 | 11,05 | 66 | 28,06 | 106 | 45,06 |
| 27 | 11,48 | 67 | 28,48 | 107 | 45,49 |
| 28 | 11,90 | 68 | 28,91 | 108 | 45,91 |
| 29 | 12,33 | 69 | 29,33 | 109 | 46,34 |
| 30 | 12,75 | 70 | 29,76 | 110 | 46,76 |
| 31 | 13,18 | 71 | 30,18 | 111 | 47,19 |
| 32 | 13,60 | 72 | 30,61 | 112 | 47,61 |
| 33 | 14,03 | 73 | 31,03 | 113 | 48,04 |
| 34 | 14,45 | 74 | 31,46 | 114 | 48,46 |
| 35 | 14,88 | 75 | 31,88 | 115 | 48,89 |
| 36 | 15,30 | 76 | 32,31 | 116 | 49,31 |
| 37 | 15,73 | 77 | 32,73 | 117 | 49,74 |
| 38 | 16,15 | 78 | 33,16 | 118 | 50,16 |
| 39 | 16,58 | 79 | 33,58 | 119 | 50,59 |
| 40 | 17,00 | 80 | 34,01 | 120 | 51,01 |
MPG, km/L e L/100km: conversões rápidas
30 MPG equivale a cerca de 7,84 litros por 100 km.
35 MPG equivale a cerca de 6,72 litros por 100 km.
40 MPG equivale a cerca de 5,88 litros por 100 km.
45 MPG equivale a cerca de 5,23 litros por 100 km.
60 MPG equivale a cerca de 25,51 km/L, ou aproximadamente 3,92 litros por 100 km.
30 km/L equivale a cerca de 70,6 MPG.
10 litros por 100 km equivalem a cerca de 23,5 MPG.
Para converter L/100km em MPG, use esta fórmula.
MPG = 235,215 ÷ L/100km
L/100km = 235,215 ÷ MPG
Como o MPG é calculado nos Estados Unidos
O MPG que aparece na etiqueta de um carro americano vem de um teste em dinamômetro, uma máquina que prende as rodas do carro e funciona como uma esteira. Um motorista segue um roteiro padronizado de velocidade e frenagem, chamado de ciclo de condução, enquanto sensores presos ao escapamento medem o carbono liberado para calcular quanto combustível foi queimado.
Existe um ciclo para simular a cidade, com paradas e arrancadas, e outro para simular a estrada, com velocidade mais constante. O valor combinado que aparece na etiqueta do carro, o Monroney label, é uma média que pesa 55% o resultado da cidade e 45% o resultado da estrada.
O próprio fabricante roda o teste em pré-produção e envia o resultado para a EPA. A agência confirma entre 15% e 20% dos modelos testando de novo em seu próprio laboratório. Os dados oficiais de cada modelo ficam disponíveis gratuitamente no site fueleconomy.gov, mantido pela EPA junto com o Departamento de Energia dos Estados Unidos.
Como funciona a etiqueta de consumo no Brasil
No Brasil, o equivalente é o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, o PBE, do Inmetro. O teste segue a norma NBR 7024 da ABNT, também feito em dinamômetro, também com ciclos separados de cidade e estrada.
A diferença mais importante está no combustível usado durante o teste. O Inmetro testa os carros com uma gasolina de referência chamada E22, que tem 22% de etanol misturado. Só que a gasolina vendida hoje nos postos brasileiros tem um teor de etanol maior, em torno de 27,5%. Por isso o consumo real no dia a dia costuma diferir um pouco do número na etiqueta, mesmo sendo o mesmo carro.
Ainda assim, como todos os modelos são testados com o mesmo combustível de referência e a mesma metodologia, a tabela do Inmetro continua sendo confiável para comparar o consumo entre carros diferentes. A tabela completa, com todos os modelos aprovados no PBE desde 2009, pode ser consultada gratuitamente no site do Inmetro.
MPG dos Estados Unidos e consumo no Brasil, por que não é igual
Nos Estados Unidos, quase todo carro roda só com gasolina. No Brasil, a maioria dos carros novos é flex, aceita gasolina e etanol em qualquer proporção no mesmo tanque. O primeiro carro flex vendido em série no país foi o Volkswagen Gol Total Flex, lançado em 2003.
Essa diferença muda tudo na hora de usar um número de MPG de uma ficha técnica americana.
Gasolina e etanol têm rendimentos diferentes
O etanol tem menos energia por litro do que a gasolina. Por isso, o mesmo carro sempre consome mais litros de etanol para rodar a mesma distância.
Existe uma regra prática usada há anos no Brasil, conhecida como regra dos 70%. Ela diz que vale a pena abastecer com etanol quando o preço do etanol no posto é igual ou menor que 70% do preço da gasolina. Essa referência nasceu dos próprios dados de consumo do Inmetro, que mostram o etanol rendendo entre 67% e 72% do que a gasolina rende no mesmo carro, dependendo do modelo.
Motores flex mais modernos, com ignição e mapeamento ajustados especificamente para o etanol, reduziram um pouco essa diferença. Um levantamento do Instituto Mauá de Tecnologia, feito com carros em uso real e encomendado pela indústria de etanol, encontrou uma relação de 70,7% a 75,4%, um pouco mais favorável ao etanol do que os números de laboratório do Inmetro. Por isso alguns especialistas do setor recomendam usar 75% como referência para carros mais novos, em vez dos 70% tradicionais.
Na prática, o ponto de troca exato varia de carro para carro. A forma mais precisa de saber o número certo do seu veículo é medir o consumo com cada combustível, anotando a quilometragem rodada e o volume abastecido em dois tanques cheios seguidos, um só de gasolina e outro só de etanol.
O que isso significa na prática
Se você pegar a ficha técnica americana de um carro importado e só aplicar a fórmula de conversão, o número em km/L que você vai achar é o rendimento daquele carro com gasolina pura, testado nos Estados Unidos. Não é o rendimento real que ele vai ter aqui rodando com etanol, nem necessariamente com a gasolina brasileira, que tem outra composição química.
Um carro com ficha técnica americana de 35 MPG na estrada equivale a 14,88 km/L com gasolina. Aplicando um rendimento entre 67% e 75% para o etanol, faixa observada nos estudos citados acima, esse mesmo motor tende a render algo entre 10 e 11,2 km/L quando abastecido só com álcool.
MPG dos Estados Unidos e MPG do Reino Unido, cuidado com a confusão
Existem dois tipos de galão usados no mundo, e eles não são iguais.
- Galão americano, 3,785411784 litros
- Galão imperial do Reino Unido, 4,54609 litros
Como o galão imperial é maior, um carro anunciado com MPG no Reino Unido sempre parece mais econômico do que o mesmo carro anunciado com MPG nos Estados Unidos, mesmo rodando exatamente a mesma distância com a mesma quantidade real de combustível.
km/L, usando MPG americano, igual a MPG × 0,4251
km/L, usando MPG imperial, igual a MPG × 0,3540
Se você está pesquisando um carro importado dos Estados Unidos, use o primeiro fator. Se a ficha técnica veio de um site britânico, use o segundo. Usar a fórmula errada pode fazer você achar que um carro é mais econômico do que realmente é.